Cultura Coreana

Hallyu: entenda tudo sobre o fenômeno da onda coreana

Muito se ouve falar hoje na cultura popular coreana no mundo. Os grupos de kpop estão ganhando cada vez mais espaço nas principais paradas internacionais de música e os dramas coreanos comovem muitos com suas histórias românticas. Mas esses são apenas dois exemplos do fenômeno mundial que está sendo a Hallyu – ou Onda Coreana.

Quer entender melhor o que é a Hallyu, sua história, seu impacto no Brasil e por que ela fez tanto sucesso? Acompanhe aqui!

O que é a Hallyu?

Como dissemos acima, a Hallyu é um fenômeno cultural coreano contemporâneo. Mas o que significa Hallyu de fato? Bem, este nome deriva de um neologismo em coreano (한류) que literalmente significa “Onda Coreana” (ou Korean Wave, em inglês). 

Entretanto, seu significado literal não diz muito, não é? Aqui uma definição mais clara: Hallyu foi o nome dado ao aumento da popularidade global da cultura sul coreana, que teve seus estágios iniciais nos anos 90. 

O fenômeno começou movido pela dissipação de mídias como k-dramas e kpop pela própria Ásia, em países como China, Japão e Taiwan. Mas não tardou muito para a Onda Coreana evoluir de algo regional para mundial graças ao aumento do uso da internet e redes sociais.

A história da Hallyu

Ao ouvir sobre obras pop da cultura coreana, a primeira coisa que pensamos é nos badalados clipes musicais de Kpop, como da banda BTS, ou dramas mega românticos atuais. Mas a Hallyu surgiu muito antes do que conhecemos hoje da Coreia do Sul fazer tanto sucesso.

Podemos seguir os passos desse fenômeno desde 1990, quando a Coreia do Sul começou um esforço em massa para produzir mídias como filmes e dramas para promover em caráter nacional, como forma de fortalecer a cultura coreana e uma identidade que, para quem gosta de história, sabe que passou anos sendo fragilizada e atacada.

Com a entrada da indústria de filmes Hollywoodianos no final dos anos 90 e, sucessivamente, com seu sucesso no país, surgiu uma pulga na orelha do governo coreano: afinal, a indústria de entretenimento pode ser muito lucrativa, não é mesmo?

E assim, dizem, o governo sul-coreano começou a sua empreitada a fim de investir, desbravar e, posteriormente, exportar essa indústria há muito explorada internacionalmente.

Quem nunca ouviu dizer que na Coreia do Sul, ao menos 1% do PIB é destinado a produção artística e cultural do país? Pois é, esta é uma prática que já foi testada – e utilizada – há anos e não é por acaso que agora o país se tornou referência na cultura pop.

Mas toda essa onda começou pequena e regional. Por volta de 1999, mídias coreanas começaram a fazer sucesso pela Ásia, a começar na China. Mais tarde durante os anos 2000, mais países da Ásia começaram a prestar atenção nas produções culturais coreanas, como na Índia e no Japão. Não é à toa que em 2002 o álbum “Listen to my heart” da “BoA” se tornou o primeiro álbum de música coreana a vender 1 milhão de cópias no Japão.

Mas podemos considerar que o estopim da Korean Wave no mundo aconteceu pouco tempo depois que o icônico vídeo Gangnam Style se tornou viral em 2012, sendo inclusive o primeiro vídeo a atingir 1 bilhão de visualizações no YouTube! Como não lembrar disso?!

Assim, a Coreia do Sul se tornou referência desde o início do século XXI como exportadora de cultura popular e turismo, duas partes significativas da sua economia atual.

Onda Coreana no Brasil

Já sabemos como a Hallyu se tornou um fenômeno no mundo inteiro, principalmente a começar na Ásia. Mas e no Brasil, como que essa onda coreana se espalhou?

O Brasil representa atualmente um dos maiores consumidores e promotores da cultura pop coreana. E podemos dever tudo isso à influência de “boy groups” – ou boybands – que tiveram forte influência no nosso país.

Grupos como TVXQ, Shinee, Super Junior e BigBang, que bombaram no início dos anos 2000, tiveram um grande peso das fãs brasileiras. O sucesso da música pop coreana no Brasil foi tanto que o famoso programa de televisão musical “Music Bank” da emissora KBS foi gravado no Brasil em 2014, contando com a presença de nomes de peso como Shinee, B.A.P e Ailee.

Mas, é claro, sabemos que hoje os k-dramas também fazem um imenso sucesso no nosso país, principalmente após a facilitação do seu acesso por serviços de streaming como a Netflix.

Efeitos da Onda Coreana

Afinal, o que a Korean Wave trouxe de resultados e impactos para a Coreia do Sul? 

Com o investimento nada modesto de 1% do PIB do país e o levantamento inicial de um fundo de 1 bilhão de dólares, a aposta coreana se mostrou certeira?

Bom, é claro que a resposta é um grande SIM. Além da onda coreana ter se desenvolvido como uma forma de “diplomacia” estrangeira da Coreia do Sul, usada para promover a cultura coreana pelo mundo, a indústria do entretenimento se provou extremamente lucrativa.

O boom cultural impulsionou um grande aumento no turismo da Coreia do Sul, que, segundo estudos, recebeu mais de 12 milhões de visitantes em 2013. É impressionante pensar que apenas a banda BTS representa 0,3% do PIB da Coreia do Sul, o que é aproximadamente $4,65 bilhões de dólares!

Hallyu 2.0

Alguns especialistas começaram a falar sobre uma segunda onda coreana, atribuída o nome popular de Hallyu 2.0. Mas o que seria isso? 

A “nova onda coreana” surgiu por volta de 2007 e suas principais diferenças em relação à primeira Korean Wave são o papel fundamental da tecnologia e mídias sociais para a promoção da cultura coreana e o tipo de mídias que são mais promovidas, sendo o Kpop, as animações coreanas e até os jogos de videogame estrelas dessa segunda onda. 

O conceito de Hallyu 2.0 cresceu em conjunto com a Web 2.0, que enfatiza pontos como “User Generated Content”, ou seja, conteúdo gerado pelos usuários comuns e não produtoras.

Assim, diferente da primeira onda que teve inicialmente foco em atacar produções midiáticas voltadas para televisão e mercado asiático, a segunda onda coreana tem escopo global e foco claro na internet, excepcionalmente utilizando-se de redes sociais como YouTube para promover entretenimento.

Falando em YouTube, precisamos enfatizar seu papel fundamental na disseminação mundial da cultura pop coreana, pois ele permitiu que fãs do mundo todo tivessem acesso fácil a rico a essas produções. Quem nunca viu um clipe musical de uma banda de kpop e não se impressionou com as coreografias e produção audiovisual atire a primeira pedra.

Mas, enfim, sobretudo, a Hallyu 2.0 se refere a diferentes formas (tecnologia) para atingir muito além da península coreana e da Ásia. Legal né?

Independente de como nomeamos o fenômeno global que virou a Hallyu, sabemos que essa onda coreana veio para ficar. O que você acha?

Gostou do texto? Tem alguma sugestão que gostaria de dar para gente? Deixe nos comentários! 🙂

Tamyres Ogasawara

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